PNUMA oferece jantar no Quênia preparado com alimentos recusados por mercados ingleses

Como parte da campanha Pensar.Comer.Conservar, autoridades e convidados da sessão do Conselho Administrativo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), participaram de um jantar especial na terça-feira, na sede da organização em Nairobi, no Quênia. Os pratos foram integralmente preparados com ingredientes quenianos recusados por supermercados ingleses por estarem fora dos padrões estéticos, mas perfeitos para o consumo.

Lançada no mês passado pelo PNUMA e pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a campanha que conscientizar consumidores e comerciantes sobre os cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos desperdiçados a cada ano. A perda equivale a um terço da produção mundial e representa 1 trilhão de dólares jogados fora.

O jantar foi preparado pelo chef Ray Cournede, do Windsor Hotel Nairobi, em uma sequencia de cinco pratos, incluindo tamales grelhados de milho doce, lentinha amarela e “mangomisu”, um tiramisu com um toque de manga. Cournede também preparou chutney de manga e frutas cristalizadas para exemplificar como preservar frutas por periodos mais longos.  O evento teve índice zero de desperdício: os convidados foram encorajados a levar comida para casa e vegetais e outros ingredientes não utilizados foram doados para uma organização local que distribui refeições para crianças.

“Nenhuma argumentação econômica, ambiental ou ética pode ser feita para justificar o atual desperdício de alimentos pelo mundo, e no PNUMA nós praticamos o que defendemos. O jantar foi uma demonstração para comerciantes, consumidores e formuladores de políticas públicas que a grande quantidade de comida que jogamos fora não é só adequada para o consumo e bastante nutritiva, mas também deliciosa”, comentou o Subsecretário da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner. 

O jantar foi preparado com apoio da Feeding the 5000, entidade inglesa que promove eventos com ingredientes que seriam descartados. Foram utilizados cerca 1,6 tonelada de frutas e verduras recolhida de produtores de todo o Quênia. Os produtos foram rejeitados pelo mercado inglês principalmente por conta da aparência ou por alteração nos pedidos após a colheira. Parte da produção é vendida nos mercados locais ou doada, mas a quantidade colhida é tão grande que acaba apodrecendo ou servindo de alimento para o gado.

“É vergonhoso que tanta comida seja desperdiçada em um país onde milhões passam fome. Encontramos um produtor que inutiliza 40 toneladas de alimento por semana, cerca de 40% do que é cultivado. O desperdício de vegetais ‘feios’ mas adequados para o consumo é endêmico na nossa cadeia de alimentos e simbólico da nossa negligência”, afirma Tristam Stuart, o fundador da Feeding the 5000.

“Na verdade, estamos diante de uma oportunidade: se convencermos os supermercados a mudar seus padrões de compra e desenvolvermos outras formas de escoar a produção, vamos melhor a renda desses produtores e aumentar a oferta de alimentos onde é mais necessário”, completa.

Enquanto o jantar no Quênia enfocou a rejeição pelos supermercados do Reino Unido, especialistas do PNUMA apontam que o mesmo aconteça em diversos países desenvolvidos e em parte das nações em desenvolvimento.

 

Para saber mais:

Acesse o site da campanha Pensar.Comer.Conservar:

www.thinkeatsave.org

 

Contatos para imprensa:

Nick Nuttall, Porta-Voz e Diretor de Comunicação do PNUMA: +41 795965737, +254 733 632 755,  This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

                                                                                               

Centro de Imprensa do PNUMA (Nairobi): +254 20 762 5211, +254 725 939 620,  This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

Marcelo Tavela, escritório do PNUMA no Brasil: + 55 61 3038.9233,  This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

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