Frutas e legumes "feios" viram estrelas nas vendas de supermercados

Créditos das imagens: Intermarché

 Por Sophie Deram

A cada ano é estima-se que um terço da produção total de alimentos é jogado fora!

Em março de 2014, para pôr fim ao desperdício de frutas e legumes na França, uma rede de supermercados ofereceu vender os produtos negligenciados. A rede Intermarché lançou a operação "frutas e legumes feios" e, desde então, outras redes a seguiram, como Auchan, Cora e Monoprix.

Frutas e legumes fora do padrão ou disformes antes eram ou destruídos ou destinados ao consumo dos próprios produtores. É um enorme desperdício de alimentos.

A ditadura da beleza que vivemos hoje vale até para as coitadas das frutas e dos legumes!

Mas agora eles estão de volta. Os supermercados colocam os "feios" nas prateleiras e até mesmo estendem o tapete vermelho.
Eles também são bons e mais baratos!

Mas o que são frutas ou legumes "feios", exatamente?

São aqueles com manchas, calibre pequeno ou muito grande ou de formas diferentes. "Se a aparência externa dos feios pode ter algumas imperfeições, suas qualidades próprias são seu maior patrimônio", diz o rótulo. "São menos bonitos, mas igualmente bons."

Frutas e vegetais feios podem beneficiar o consumidor, o produtor e o distribuidor?. Para o cliente, esses produtos são vendidos 20-30% mais barato do que os outros. Os clientes reagiram favoravelmente porque, hoje, as pessoas estão interessadas no conceito do "retorno à terra", conceito que se vende bem para a distribuição.

Se o consumidor tem o prazer de ver a redução da conta no caixa, os produtores também estão satisfeitos com esta iniciativa que recicla os produtos abandonados sem perda de lucros para eles. Para o produtor terminou a perda gerada pela incineração dos produtos desclassificados.

Há uma verdadeira conscientização nessa história, porque todas essas frutas e legumes são perfeitamente consumíveis. É um ganha-ganha para todos.

A experiência foi um sucesso imediato, sensacional e se espalhou pela França inteira!

Publicado originalmente no site do Brasil Post.

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