Estudante de São Vicente cria aplicativo contra o desperdício de alimentos

Contra o desperdício, uma estudante de São Vicente e outros quatro jovens de São Paulo desenvolveram um aplicativo que torna viável a doação de alimentos perecíveis. Por meio do Anama, restaurantes, varejistas e indústrias de produtos poderão doar o excedente de alimentos para organizações não governamentais.

Por Carolina Iglesias

Equipe criadora do aplicativo

Karina e outros quatro amigos de São Paulo venceram o prêmio na categoria Inovação para a Sociedade

O sistema está entre os vencedores da terceira edição do Hackathon, encontro de tecnologia que propõe a criação de aplicativos com código aberto para dispositivos móveis. O evento é promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Ganhadora na categoria Inovação para a Sociedade, Karina Martins, de 27 anos, estudante de propaganda e marketing da Esamc, conta como foi desenvolvimento o sistema.

”O projeto foi idealizada por uma amiga, a Carolina Godoy, que também participou da maratona. Ela me convidou para fazer parte da equipe auxiliando na área de marketing. No evento, desenvolvemos a identidade visual do sistema e mostramos como funcionará o aplicativo”, comenta a estudante que ainda busca parceiras para o desenvolvimento da plataforma.

Conforme a estudante, o objetivo do aplicativo é fazer uma ponte entre empresas e ONGs. “Com o Anama, quando um produto perecível estiver perto do prazo de vencimento, ao invés de ser desperdiçado, poderá ser doado às instituições cadastradas na plataforma”.

No Brasil, 65 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar, o que contribui significativamente para o aumento de doenças relacionadas à desnutrição. Por outro lado, 45% dos alimentos produzidos no País são desperdiçados por falta de soluções tecnológicas relacionadas ao processo de doações, explica a estudante.

“Diante disso criamos este aplicativo, que também contará com um hardware instalado nos caminhões responsáveis pelo transporte destas mercadorias. Esse sistema irá rastrear o produto, além de monitorar a temperatura e umidade dos alimentos. Isso irá permitir a qualidade e segurança microbiológica dos alimentos que serão doados”.

Inicialmente, o projeto será implantando em São Paulo, onde, segundo Karina, o desperdício de alimentos é mais latente. “Depois queremos expandir a todo o País. Doar um alimento é muito mais vantajoso do que o simples despejo, que acarreta despesas elevadas à empresa. Além de não ter custo, a doação faz bem para a sociedade”.

Além de Karina Martins, o grupo foi formado por Carolina Augusta Alves de Godoy (business), Beatriz Ferreira de Assis (designer), Homã Alvico (business), Phelipe Ramos Correa (desenvolvedor) e Guilherme Henrique Rojas (desenvolvedor).

Esta notícia foi originalmente publicada no site A Tribuna.

 

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